_CONCURSO MMB. RJ
Concurso Museu Marítimo do Brasil. RJ. 3540 m2_ 2021
Projeto expográfico.
O concurso_ Participar de um concurso de ideias de arquitetura é oportunidade única de discutir sobre as cidades, sobre a vida das pessoas e de aprendizado.
O Concurso do Museu Marítimo do Brasil, a ser implantado no Rio de Janeiro, em frente à Ilha Fiscal, teve 192 equipes inscritas e 110 trabalhos entregues, recorde do IAB-RJ.
O Mario Figueroa, um grande amigo, e a querida Leticia Tamisari, nos chamaram para participarmos projetando a expografia. Além deles, conhecemos e trabalhamos com diversos parceiros.
Uma equipe maravilhosa, um mês de trabalho, um mês de dedicação, discussão e diversão. Não fomos os vencedores, mas premiados com a possibilidade de ampliar os horizontes.
Conceito expositivo_ O projeto expográfico é uma sucessão de eventos desenvolvidos com características distintas e ao mesmo tempo unas. O pé direito predominante da sala expositiva é alto, mas entrecortado por dois mezzaninos, os pisos são planos ou inclinados, os forros mudam de material, espaçamento e luminosidade, deixando por vezes a estrutura da edificação à vista, gerando variabilidade na linearidade do percurso.
Chegando na exposição pela plataforma superior, a maré alta, faz-se um mergulho no ambiente expositivo. Mergulho visual e mergulho em outro plano, a maré baixa. É como se a travessia provocasse a experiência orgânica de navegar. As superfícies são carregadas de informações em suportes e com conteúdos variados, fazendo uso de tecnologia de ponta em dados momentos e de simples soluções em outros.
Entre o céu e o mar, entre o passado, o presente e o futuro, está o lugar definidor da expografia do concurso para o Museu Marítimo do Brasil (MMB). O universo do mar, o homem e o mar, a cidade do Rio de Janeiro e seus mares: de água, de gente, de cultura e de história, estão presentes nas oito áreas que estruturam a travessia. Oito temáticas estruturam ambientes flexíveis, de imersão, de interação e de vivência prática.
Após a sala de BATISMO o percurso tem início com a LINGUAGEM DO MAR, seguida por CULTURAS E RITOS e ÁGUAS BRASILEIRAS, abrigando a experiência dos nossos rios. O mezzanino avista à frente a Galeota Dom João VI.
Já na maré baixa, sob o mezanino, temos a área das CIDADES PORTUÁRIAS.
Os MODOS DE NAVEGAR são a área de maior grandiosidade da exposição. Estruturada em torno de uma procissão de barcos, conecta espaços verticais e horizontais. Explora conteúdos passíveis das mudanças que um museu contemporâneo exige.
No COMÉRCIO MARÍTIMO, estão as atividades ligadas ao mar e que oferecem subsistência a pequenas famílias ou o grande comércio com o exterior. São apresentadas as comunidades de pescadores que se espalham pelo litoral brasileiro, as atividades dos portos, as plataformas de petróleo em alto mar e sua movimentação financeira gigantesca. Na última sala, O FUTURO AO MAR PERTENCE os suportes anunciam o porvir que levam o Brasil as novas fronteiras: o estaleiro Mauá ou energia eólica em alto mar. Com tecnologia de ponta apresentam-se imagens e possibilidade de interação para formação do país que queremos ser, pelo mar.
Colaboradores projeto expográfico_ Arq. Renata Fernandes, Arq. Marina Pelosi e Arq. Giovanna Bianchini
Arquitetura_ Mario Figueroa, Leticia Tamisari, Danielle Khoury e Raquel Khoury. Colaboradores: Anna Carolina César, Marcelo Venzon, Larissa Napoli, Camila Medeiros, Mariana Piccoli
Comunicação Visual_ Alexsandro Souza
Consultores_ Amyr Klink (Embarcações e Flutuantes), Mario Figueroa Molsalve (Instalações Mecânicas), Douglas Leonard (Iluminação Cênica e Espacial), Ricardo Henrique Dias (Sistemas Estruturais), Victoria Garcia Munhoz (Reciclagem de Materiais), Monica Dulce e Eduardo Gasparelo (Sustentabilidade, Conforto Ambiental e Térmico).
Curadoria_ Stella Tedesco Arquitetura

PERSPECTIVA EXPLODIDA

BATISMO

LINGUAGEM DO MAR

GALEOTA E ÁGUAS BRASILEIRAS

CULTURAS E RITOS